AS MELHORES METÁFORAS

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dezembro 24, 2016
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AS MELHORES METÁFORAS

A Farmácia cósmica de Nasrudin

Nasrudin estava desempregado. Perguntou, então, a alguns amigos que tipo de profissão deveria seguir. “Bem, Nasrudin,” disseram, “você é muito capaz e conhece bastante as propriedades medicinais das ervas. Poderia abrir uma farmácia.” Nasrudin foi para casa, pensou e disse para si mesmo: “sim, acho que é uma boa idéia. Acho que sou capaz de fazer isso.” Naturalmente, sendo Nasrudin, nessa ocasião em particular passava por um de seus momentos de desejar ser proeminente e importante. Assim, pensou: “Não abrirei apenas uma loja de ervas ou uma farmácia que lide com ervas; abrirei algo grandioso e que cause um forte impacto”. Comprou uma loja, instalou prateleiras e armários e quando chegou a hora de pintar a fachada, montou um andaime, cobriu-o com chapas e trabalhou atrás delas. Não deixou que ninguém visse o nome que daria à farmácia ou como a fachada estava sendo pintada. Após vários dias, distribuiu folhetos que diziam: “Grande inauguração, amanhã às nove horas”. Todos de sua aldeia e das aldeias vizinhas vieram e ficaram esperando em frente à nova loja. Às nove horas, Nasrudin apareceu, retirou a placa da frente e lá estava um enorme cartaz onde se lia: “Farmácia Cósmica e Galáctica de Nasrudin” e abaixo estava escrito: “Influenciada e harmonizada com influências planetárias”. Muita gente ficou impressionada e ele fez um ótimo negócio naquele dia. Ao anoitecer, um professor local aproximou-se de Nasrudin e lhe disse: “Francamente, essas alegações que você faz são um pouco duvidosas”. “Não, não”, respondeu Nasrudin, “cada alegação que faço sobre influência planetária é absolutamente correta. Quando o sol se levanta, abro a farmácia e quando o sol se põe, eu fecho.”

 

NASRUDIN E O JUIZ

Certo dia, um juiz perguntou ao mestre Nasrudin:

– Mestre, no caso de você ter de escolher entre a justiça e o dinheiro, o que você escolheria?
– O dinheiro, é claro – respondeu Nasrudin, sem pestanejar.
– O quê! – disse o juiz. Pois eu escolheria a justiça sem pensar duas vezes, porque a justiça não é fácil de ser encontrada, enquanto o dinheiro, este não é tão raro assim. Podemos encontrá-lo por aí sem grandes dificuldades. Estou sinceramente espantado com a sua opção, Nasrudin. Não o julgava capaz de uma ambição, sendo um mestre!
– Meritíssimo, cada um deseja aquilo que mais lhe falta! – respondeu tranquilamente o mestre Nasrudin.

 

NASRUDIN JUIZ

Quando Nasrudin era juiz, uma viúva foi ao Tribunal pedir ajuda:

– Sou muito pobre e meu filho come muito açúcar. Não tenho dinheiro para arcar com essa despesa. Será que este Tribunal poderia proibí-lo de comer açúcar em grande quantidade?

Nasrudin pediu à viúva que voltasse na semana seguinte. No dia marcado, a mulher pediu nova audiência.

– Desculpe, senhora, mas seu caso é muito complicado. Volte na próxima semana.

A viúva voltou sete dias depois, mas novamente, Nasrudin adiou a solução do caso. O mesmo aconteceu nas duas semanas seguintes até que, finalmente, o Mullá resolveu dar a sentença.

O jovem se apresentou ao tribunal e Nasrudim lhe disse:

– Garoto, você está proibido de comer mais de 15g de açúcar por dia.

A viúva agradeceu ao Mullá e pediu permissão para fazer-lhe uma pergunta. Nasrudin concordou:

– Excelência, que razões o levaram a não decretar a poibição logo na primeira audiência?

– Bem, respondeu o Mullá, antes de proibir, eu mesmo tinha que largar o hábito. E não podia imaginar que fosse demorar tanto.

 

NASRUDIN E O OVO

Certa manhã, Nasrudin – o grande místico sufi que sempre fingia ser louco – colocou um ovo embrulhado em um lenço, foi para o meio da praça de sua cidade, e chamou aqueles que estavam ali.

– Hoje teremos um importante concurso! – disse – Quem descobrir o que está embrulhado neste lenço, eu dou de presente o ovo que está dentro! As pessoas se olharam, intrigadas, e responderam:

– Como podemos saber? Ninguém aqui é capaz de fazer adivinhações! Nasrudin insistiu:

– O que está neste lenço tem um centro que é amarelo como uma gema, cercado de um líquido da cor da clara, que por sua vez está contido dentro de uma casca que quebra facilmente. É um símbolo de fertilidade, e nos lembra dos pássaros que voam para seus ninhos. Então, quem pode me dizer o que está escondido?

Todos os habitantes pensavam que Nasrudin tinha em suas mãos um ovo, mas a resposta era tão óbvia, que ninguém resolveu passar vergonha diante dos outros.

E se não fosse um ovo, mas algo muito importante, produto da fértil imaginação mística dos sufis? Um centro amarelo podia significar algo do sol, o líquido ao redor talvez fosse um preparado alquímico. Não, aquele louco estava querendo fazer alguém de ridículo.

Nasrudin perguntou mais duas vezes, e ninguém se arriscou a dizer algo impróprio. Então ele abriu o lenço e mostrou a todos o ovo.

– Todos vocês sabiam a resposta – afirmou. – E ninguém ousou traduzi-la em palavras.

“É assim a vida daqueles que não tem coragem de arriscar: as soluções são dadas generosamente, mas estas pessoas sempre procuram explicações mais complicadas, e terminam não fazendo nada.”

 

NASRUDIN E SUA MOEDA

Todos os dias o Mullah Nasrudin ia esmolar na feira, e as pessoas adoravam vê-lo fazendo o papel de tolo, com o seguinte truque: mostravam duas moedas, uma valendo dez vezes mais que a outra. Nasrudin sempre escolhia a menor.

A história correu pelo condado.

Dia após dia, grupos de homens e mulheres mostravam as duas moedas, e Nasrudin sempre ficava com a menor. Até que apareceu um senhor generoso, cansado de ver Nasrudin sendo ridicularizado daquela maneira. Chamando-o a um canto da praça, disse:

– Sempre que lhe oferecerem duas moedas, escolha a maior. Assim terá mais dinheiro e não será considerado idiota pelos outros.

Nasrudin lhe respondeu:

– O senhor parece ter razão, mas se eu escolher a moeda maior, as pessoas vão parar de me oferecer dinheiro…

 

MELHOR PREVINIR QUE REMEDIAR

Nasrudin entregou um cântaro a um menino, mandou-o buscar água num poço e deu-lhe um tapa no “pé-de-ouvido”.

— E preste atenção! Não me deixe cair a água! — gritou para o garoto.

Um homem que assistira a tudo perguntou-lhe:

— Como é que você bate em alguém que não fez nada de mal?

— Você, com certeza, — revidou Nasrudin — preferiria que eu batesse nele depois que ele tivesse quebrado o cântaro, quando o cântaro e a água estivessem ambos perdidos? Da minha maneira, o garoto se lembrará e assim se salvarão o cântaro e o seu conteúdo.

 

EMPRESTAR MEU BURRO?

Um vizinho procurou Nasrudin.

– Nasrudin, me empresta seu burro?

– Lamento, disse Nasrudin, mas já o emprestei.

Assim que acabou de dizê-lo, o burro zurrou. O som vinha do estábulo de Nasrudin.

– Mas Nasrudin, posso ouvir o burro bem ali!

Enquanto fechava a porta na cara do sujeito, Nasrudin falou com toda altivez:

– Um homem que prefere acreditar na palavra de um burro ao invés de acreditar na minha, não merece que lhe seja emprestado coisa alguma.

 

QUANDO DAR E QUANDO RECEBER

Nasrudin passeava pelo mercado, quando um homem se aproximou.

– Sei que és um grande mestre sufi – disse. – Hoje de manhã, meu filho me pediu dinheiro para comprar uma vaca; devo ajudá-lo?

– Esta não é uma situação de emergência. Então, aguarde mais uma semana antes de atender o seu filho.

– Mas tenho condições de ajudá-lo agora; que diferença fará esperar uma semana?

– Uma diferença muito grande – respondeu Nasrudin.

– A minha experiência mostra que as pessoas só dão valor a algo quando têm a oportunidade de duvidar se irão ou não conseguir o que desejam.

 

 

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